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A Curva e o Horizonte
A Estrada engole a gente. A Vida também. E nisso se assemelham muito.
Quem viaja numa Estrada fixa o olhar à frente. Na Vida também (ou deveria).
A Estrada que passou foi aprendizado para o que virá. Na Vida também.
Isso deveria ser assim e somente assim, afinal toda a Estrada têm fim e é só procurar...e a Vida também.

Na Estrada, a princípio, estarão as curvas (mais ou menos curvas) e sempre o horizonte (por quem procuram as retas). As dificuldades que são as pedras e os buracos também, quase sempre mas não sempre na quantidade que imaginamos. 
O curioso de uma curva é que nunca saberemos o que há depois dela....por mais que se conheça a estrada. No horizonte aparentemente também...mas, por distante, nos parece mais imaginário, mais intocável...mas a curva não, por nos parecer próxima.

Pense no horizonte como o ponto que queremos chegar, aí então ele será mais real. Apenas pense que o horizonte pelo qual corremos...deve ter etapas. Ao chegar em um, comemore, levante a vista e procure por outro. Poderíamos chamá-lo quem sabe de destino. Desta forma, independente da vida, digo, da estrada, chegaremos à um destino (=horizonte). 

Nossa escolha está nas curvas. Como assim? Sim, podemos escolher como fazer as curvas ao ponto delas inexistirem. Existem algumas maneiras, as não recomendáveis, em que o "motorista" faz com mais facilidade determinando uma velocidade e um jeito que lhes seja mais confortável. Poderíamos chamá-las de mentirinhas. Por questões culturais, de formação de caráter ou por tantos motivos outros, as curvas=mentirinhas geralmente acabam por desviar o foco no horizonte. Quem se preocupa muito no jeito de fazer esta curva confortavelmente, acaba humanamente se desviando de um destino onde aí sim o conforto será encontrado (por necessário que é à todos). 

Prefira andar nas retas...e quando uma curva lhe for oferecida, pois afinal fazem parte da estrada/vida, faça como os bons "pilotos"e torne-a uma reta. Não saberá o que terá depois, mas com certeza olhando a estrada como uma reta, o horizonte será o local de conforto e não a curva. 

Mas quando aparecerem as curvas da estrada (quando lhe for dada a oportunidade)? Elas não existirão jamais se pensarmos como uma reta. Lembrem que ao final da reta também apenas vislumbramos a chegada/destino...e nisso a curva é igual, portanto. Assim as curvas não existirão mas sim as dificuldades...mas estas serão as pedras, os buracos.
Toda vez que fores fazer uma mentirinha, digo, curva, lembre que depois dela nada se vislumbra e quem sabe a mesma o coloque de volta ao ponto de partida, ao ponto zero. Perda de tempo, de energia. Busque a reta, a retidão, a verdade corrida, digo, dita da maneira certa e assim, no momento certo.
Estrada em reta...horizonte apenas vislumbrado, mas com ponto de chegada, com destino. Curva, o incerto. Assim, pare com as curvas e torne a Estrada, digo, a Vida uma reta.

Marcio Nunes Corrêa

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